Preparação física

A Academia de Tênis João Soares dispõe de uma grande variação de equipamentos para a preparação física, englobando desde aparelhos de musculação aos aparelhos mais específicos para o treinamento dos jovens atletas.

Nome: Daniel Alipio Bussola

A preparação física na Academia João Soares é uma parte onde o atleta terá que levar a sério, pois este tipo de treinamento está em conjunto com o próprio treino de tênis, ou seja, é de tal importância quanto o desporto em si, pois alem da melhora nas ações máximas do tênis (melhor rendimento) o atleta se previne quase 80% de possíveis lesões ocasionadas pelo stress de treinamentos e jogos.

Já a preparação física para crianças não é muito voltada para o rendimento das ações máximas, pois os alunos estão em fase de crescimento onde seu rendimento não seria tão aproveitado quanto os atletas com maturação biológica avançada, então o treinamento para as crianças é mais voltado para coordenação motora fina e prevenção de lesões ou "dores de crescimento", mas como já mencionado é de vital importância para a "construção" de possíveis profissionais do esporte.

Alguns esclarecimentos sobre a Preparação Física dos Tenistas

No Brasil, nos últimos anos, o número de praticantes de tênis tem crescido tanto no âmbito recreacional como no competitivo. Podemos especular que tal fenômeno se deva ao nosso ídolo Gustavo Kuerten que tem apresentado grandes resultados e levado o nome do país ao estrelato no tênis mundial. Somando-se a isto, uma grande quantidade de patrocinadores novos tem surgido e assim aumentado o numerário de competições no país. Entre as mais visadas são os torneios Challenger e Futures que englobam a participação de tenistas infantis e juvenis.

O tênis de competição com sua característica de busca incessante pela performance tem levado os jogadores a estarem sujeitos aos mais variados casos de lesões músculo-esqueléticas. O surgimento dessas lesões pode ser atribuído a uma série de fatores, entre eles: biomecânica do gesto desportivo incorreto, uso excessivo de movimentos repetitivos, o uso de equipamento esportivo não-apropriado para a modalidade e/ou atleta, tipo de piso da quadra, entre muitos.
Nestes casos, a comissão técnica constituída por profissionais das diferentes especialidades tem buscado investigar as possíveis causas do surgimento das lesões e a forma em que as mesmas podem ser prevenidas. Com isso, a lesão na modalidade tem diminuído, porém, não deixam de acometer um ou outro atleta que devido a algum fator despercebido torna-se incapacitado a exercer sua atividade esportiva.

O preparador físico é um dos membros da comissão técnica que tem como tarefa após um processo de reabilitação cuidar do retorno do atleta a sua prática esportiva. Para tanto, necessita criar um intercâmbio interdisciplinar entre o médico e o fisioterapeuta desportivo objetivando realizar a sua função de forma eficaz.
Portanto, este estudo tem como objetivo verificar e predizer o papel do preparador físico no retorno à prática competitiva após um processo de reabilitação músculo-esqueléticas nos jogadores de tênis de campo.

Conduta Geral do Preparador Físico no Tênis

A função do preparador físico em uma equipe de alto rendimento voltada para o tênis de campo é de planejar e programar a temporada do treinamento em conjunto com os membros da comissão técnica. Na elaboração da periodização das valências físicas exigidas na modalidade, deve-se levar em conta os princípios biológicos que regem a prescrição do treinamento desportivo (Weineck, 1999). O conhecimento das características biomecânicas e solicitações metabólicas exigidas durante uma partida é a base para o estabelecimento do programa de treinamento físico específico.

O tênis de campo solicita uma demanda energética mista, pois, exige do atleta tanto em termos do componente anaeróbio quanto do fornecimento aeróbio de energia. A solicitação anaeróbia é derivada dos fosfatos de alta energia decorrentes da ressíntese da enzima adenosina trifosfato (ATP-CP), presente nos movimentos de curta duração e alta intensidade que ocorrem na partida.

A exigência aeróbia está relacionada ao tempo de duração do jogo que pode perdurar de trinta minutos a quatro horas ou mais de tempo total.
Em relação aos componentes da força, os movimentos de troca de bola no fundo da quadra são efetuados em média de 1100 batidas durante uma partida. Portanto um jogador precisa de um preparo físico bom para tal feito do contrário ele terá variados tipos de lesões tanto musculares quanto articulares.

Também, o membro dominante desenvolve-se em maior escala se comparado ao membro contralateral. Este fato é derivado exclusivamente da unilateralidade excessiva das cargas de competição. Portanto, a identificação, monitoramento, correção e a avaliação das implicações posturais decorrentes do desbalanço é prática rotineira do preparador físico e se faz necessário como estratégia preventiva.

A seleção dos meios e métodos a serem empregados para potencializar as diferentes valências física que se manifestam no tênis fica a cargo da análise e experiência do profissional da preparação física quanto a melhor escola de treinamento a seguir. Entre várias, destaca-se a metodologia da escola cubana, alemã e russa de treinamento desportivo (De La Rosa, 2001 ; Weineck, 1999 ; Verkhoshansky, 2001).